sexta-feira, 1 de agosto de 2014

“SER OU NÃO SER... EIS A QUESTÃO.”



Estamos no século XXI, e fazemos parte da “sociedade da informação”, uma alusão ao momento tecnológico onde temos máquinas modernas e a comunicação entre o mundo tornou-se bem estreita devido a essa modernidade alcançada através do avanço acelerado da ciência.  Mas, e o pensamento dessa sociedade, evoluiu juntamente com essa alta tecnologia? Sem dúvida a verdadeira evolução seria a do respeito ao próximo e a convivência em harmonia. O mundo hoje é muito conturbado e carece de mais amor nos corações humanos. Mas, em meio ao que existe de ruim na face da Terra, espera-se que Deus possa transformar o mundo, Ele virá e acabará com todo mal que possa existir. Essa é apenas uma concepção do que grande parte de nossa sociedade acredita. Ao longo de sua história criou-se um Deus supremo, o qual conta com “representantes” na Terra para transmitir as Suas mensagens de amor e salvação.
Ao longo dos anos, criou-se em cima de Deus uma figura de poderes infinitos e bondade incomparável. Supostos textos Seus foram deixados para serem lidos, seguidos, tomados como base e que definem a conduta ideal dos indivíduos para o bom convívio na Terra. Se somos contrários a essa concepção de um Deus supremo, poderemos estar blasfemando contra o sagrado, contra o divino na visão daqueles que o concebem tal qual como sua religião o descreve. Com isso, as pessoas devem ajoelhar-se, clamar e entregar sua vida a Deus e seguir os princípios que estão nas escrituras sagradas e que os homens juram que foi Deus quem deixou TODOS os ensinamentos que são pregados e apresentados ao mundo.
Os dogmas (aquilo que é tido como verdade e que deve ser seguido) são milenares. Sabemos, por exemplo, que a Igreja é uma instituição considerada sagrada pelas sociedades e que, certamente, pode representar o maior exemplo de poder para convencer pessoas a seguirem seus preceitos, pois trazem o pensamento e os ensinamentos de Deus e os repassam para os povos. Ao longo dos anos seus princípios foram se enraizando como sagrado dentro da sociedade e continuam a trazer novos seguidores, novas gerações para o compartilhamento de ideias.  
Podemos citar muitos meios (multimeios) de agentes influenciadores de opiniões, culturas, crenças, verdades... Mas, até que ponto é certo seguirmos aquilo que a sociedade nos prega como VERDADES ABSOLUTAS sobre Deus e o modo como Ele quer que vivamos?
Vale lembrar aqui que não há nenhuma teoria da conspiração contra quem quer que seja, apenas uma forma de discutirmos a liberdade de escolhas em nossa vida. Vale destacar também, que não tenho a pretensão de negar a existência de Deus me pondo como ateu ou atacar a fé das pessoas, mas, apenas procuro entender como as coisas são ao nosso redor, escrevendo de uma maneira livre, sem censura, com liberdade de expressão sobre como os conceitos chegam até nós.
Diante das informações que circulam a partir da comunicação humana ao longo do tempo, somos tomados por filosofias de pensamento que procuram nos guiar para determinadas direções, sob condição de estarmos seguindo aquilo que é certo. São tabus que se arrastam ao longo da história da humanidade.
Temos aqui algumas percepções de vida que representam um pouco do que se passa nos conceitos das pessoas em relação à vida, a qual deve ser dedicada a determinados perfis de deuses com características criadas pelos homens. “É mais fácil um camelo entrar num buraco de uma agulha do que um rico ir para o céu”; “Se foi assim é porque foi a vontade de Deus”; “Temos que ser batizados na igreja, caso contrário a vida será difícil para nós ou seremos pecadores.” E por aí vai. E há outros tantos fantasmas rondando a nossa mente.
Diante disso, a liberdade de escolhermos o que realmente queremos fazer e seguir fica reprimida, vem-nos certos medos. Torna-se interessante para aqueles que impõem dogmas para as pessoas que estas sigam seus princípios, assim fica mais fácil DOMINAR, exercer PODER, INFLUENCIAR, ter SEGUIDORES (não do face nem do twitter). Assim, buscam explicar a origem do mundo, ditam como devemos ser e o que devemos seguir. Sabem aquilo que é sagrado e que deve ser adorado, venerado, ACIMA DE TUDO, até mesmo de nós mesmos.
Quando não são instituições com alto poder de influenciar e adequar culturas, as próprias pessoas se encarregam de dizer o que é certo e o que é errado, o que devemos fazer e o que não devemos fazer; o que devemos vestir, como deve ser a nossa vida, como devemos educar nossos filhos... Vivemos em um sistema que dita a toda hora regras de conduta para que sejamos “adequados” no meio social.
As escolas, por sua vez, apesar de serem importantes em nossa vida, de um modo geral não têm um perfil educador que prime pela criatividade, pela liberdade de pensamento; não primam por preparar emocionalmente seus alunos para lidarem com seus medos e inseguranças. As escolas e universidades, preparam as pessoas para servirem ao mercado, ao capitalismo. E é mesmo algo muito forte esses e outros padrões que são impostos aos indivíduos para que estes venham a ser considerados pessoas normais ou valorizadas pelos outros indivíduos do mesmo grupo social.
Enfim, devemos saber que é importante seguir o bom senso para viver civilizadamente e com respeito ao próximo. Todavia, para nos inserirmos nesse perfil não precisamos reprimir nossa LIBERDADE DE ESCOLHAS e nem aceitar absolutamente tudo como verdade, nossa inteligência não precisa ter apenas uma direção, deve enxergar todas as possibilidades e caminhos. Ao logo do tempo criou-se uma figura divina (Deus) em quem devemos depositar toda a nossa fé; precisamos acreditar em um Deus que nos impõe um monte de restrições, que castiga... Se não fizermos a sua vontade (segundo o que a sociedade conta sobre Ele), poderemos ser castigados ou iremos arder no fogo do inferno.
O Deus que essa sociedade nos apresenta como criador e salvador será EXATAMENTE como dizem? Certamente o verdadeiro Deus ou força criadora apenas quer que sejamos felizes e vivamos em paz uns com os outros. O verdadeiro Deus deve estar em nós através da fé e da espiritualidade e deve impulsionar a nossa prosperidade através de nossa liberdade, criatividade e dignidade na vida. O resto que dizem não deve ser levado tão ao pé da letra. Devemos nós mesmos ser quem constrói seu próprio caminho, personalidade, concepção de mundo sem ter a obrigação de aceitar aquilo que nos é dito como verdade e como conduta ideal de vida, na condição de a nossa paz e prosperidade depender de todo esse conjunto de ideias que nos são impostas.