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| Jovens protegem o rosto com roupa e máscara de mergulho no Rio, em junho/2013 (Foto: Rodrigo Gorosito/G1) |
A expectativa é grande para
aquela que promete ser a “Copa das Copas”, um marketing vez por outra lembrado
por alguma autoridade do Governo para se referir à Copa do Mundo 2014 no
Brasil. Certamente poderá ser a “Copa das Copas” mesmo, haja vista os gastos
bilionários para a construção dos estádios padrão FIFA.
A população se divide em euforia
e ao mesmo tempo preocupação e revolta, pois é, sem dúvida, o maior evento de
futebol do planeta que será realizado pela segunda vez no Brasil. A primeira
vez foi em 1950. Por outro lado, apesar da importância do evento futebolístico,
a população enxerga que os gastos com a Copa estão sendo exorbitantes,
gritantes, enquanto que vários segmentos da sociedade pedem socorro (investimentos).
Escolas, hospitais, segurança, transporte, corrupção... Sabemos que a lista de
deficiências no País da Copa 2014 é imensa, e os protestos históricos em meados
de 2013 ganharam as ruas do Brasil e a atenção do mundo, pedindo por melhorias
no País e, ao mesmo tempo, gerando cenas de vandalismo e violência. E é aqui
que mora o perigo.
Diante desse perigo iminente, os
gastos com o evento não se dão apenas com a construção de estágios modernos,
mas também bilhões estão sendo investidos em segurança. Principalmente porque
já se sabe que grupos potenciais podem provocar manifestações e cenas de violência
no período dos jogos. Esses grupos potenciais são torcidas organizadas, hooligans (grupos estrangeiros fanáticos por futebol que costumam gerar cenas
de violência nos estádios e pelas ruas), PCC (Primeiro Comando da Capital) –
que comanda o crime de dentro dos presídios no estado de São Paulo, Back blocs (grupo encapuzado anarquista
que gera protestos contra o governo, chegando a promover atos de vandalismo e
episódios de violência e que se articula pelas redes sociais). Este último,
provavelmente é o grupo que mais preocupa as autoridades, pois já se sabe que
manifestações estão sedo planejadas para o período da Copa.
Certamente há outros grupos
potenciais que podem atuar na Copa do Mundo, gerando um ambiente de tensão e
medo por parte dos torcedores brasileiros que vão aos estádios e também dos muitos
e muitos estrangeiros que passarão pelo Brasil nesse período de jogos de
futebol.
Dessa
forma, a atenção do governo deve ser redobrada, o alerta já está ligado, os
exemplos (ou maus exemplos) já foram dados, os grupos anarquistas já mostraram
do que são capazes de fazer, já mostraram que podem promover muita baderna e
violência por onde passarem. Estamos todos apreensivos. Mas, ao mesmo tempo,
estamos na torcida para que realmente essa seja a “Copa das Copas” e que o
Brasil seja mais uma vez campeão, levantando pela sexta vez a Copa.
