Pois é. O que falta para a
educação no Brasil dar um salto de qualidade e oferecer um ensino com nível satisfatório
para os nossos estudantes? Ter escolas com infraestrutura adequada ou ter um
quadro de professore bem qualificados para oferecer um ensino mais dinâmico e
que promova o aprendizado de forma que desenvolva os níveis de aprendizado? Certamente
podemos concordar que a resposta mais coerente seria associarmos as duas
coisas. Juntar o útil ao agradável. De um lado precisamos de escolas com
infraestrutura melhor; por outro lado, não adianta termos ótimas instalações em
uma escola quando o nível de qualificação do corpo docente é baixo e deixa a
desejar no que se refere ao ministério das aulas, ao ensino transmitido. Dessa forma, o processo ensino-aprendizagem fica seriamente comprometido.
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| Escola em Nísia Floresta/RN, na Grande Natal, tem paredes feitas com tapumes (Foto: Alzilene Carvalho) http://cabresto.blogspot.com.br |
Levando-se em conta especialmente
o ensino público em nosso País, é fácil observarmos que a educação no Brasil
ainda precisa evoluir bastante para oferecer um ensino de qualidade para seus
estudantes. E por que não começarmos esse trabalho oferecendo às nossas
comunidades e cidades escolas de níveis adequados, com melhores infraestruturas
para os alunos? Carteiras e cadeiras suficientes, biblioteca, laboratório de
informática, quadra esportiva para lazer e convivência, parque infantil etc.
Estes são alguns requisitos que podemos considerar serem fundamentais em uma
boa escola.
No entanto, é essencial que se
tenha também professores qualificados que possam complementar essa infraesturua
sugerida, a fim de que possamos oferecer melhores condições de ensino para
nossas crianças e jovens. Pois, sabemos que escolas sucateadas e professores
despreparados são aspectos negativos que comprometem bastante o processo
ensino-aprendizagem, de modo a perpetuar a precariedade da educação no Brasil.
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| Escola no Belém/PA http://greveuesb.blogspot.com.br/2013/06/menos-de-1-das-escolas-brasileiras-tem.html |
Assim, sabemos que, naturalmente,
para a resolução dessas questões apontadas aqui, é preciso a formulação de
políticas públicas no segmento educacional de maneira eficaz, o que inclui
investimentos na reestruturação física das escolas, em especial aquelas com
instalações físicas mais precárias (diga-se de passagem que as regiões onde a
realidade é mais crítica são Norte e Nordeste), além de incentivo à maior qualificação
do professor, somando-se a isso o pagamento de um salário justo – o que
historicamente sempre foi requerido e questionado pela classe docente
brasileira.
É, portanto, um desafio a ser vencido,
principalmente se analisarmos essa situação nas regiões mais carentes de investimentos
públicos (Norte e Nordeste). Porém, podemos perceber que esse é um problema que
tem sua marca em todas as regiões brasileiras. O fato é que em cada região
encontramos realidades que necessitam ser transformadas para mudar um quadro
educacional negativo, o qual põe o Brasil como um dos países mais atrasados do
mundo em termos de educação.

